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Plantio da safra de soja 2023/24 avança e produtores precisam ficar atentos às pragas desde o estabelecimento da cultura
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Plantio da safra de soja 2023/24 avança e produtores precisam ficar atentos às pragas desde o estabelecimento da cultura.

Descrição completa

Mais uma safra de soja se inicia no país e, com ela, mais uma temporada de muito trabalho no campo em busca de novos recordes de produção e produtividade. Para que esse cenário se concretize, o produtor precisa ficar atento a alguns manejos essenciais – e o controle de lagartas na soja é um deles.

Na safra passada, registrou-se um avanço significativo das principais lagartas da soja nas áreas de cultivo, e a previsão é de que essa condição se estenda para este ano, com possibilidade de ser agravada pela ocorrência do El Niño, que deve ocasionar mais chuvas na região Sul, além de chuvas irregulares e altas temperaturas no Centro-Oeste, região que já registra a maior incidência dessas pragas.

Essas condições climáticas favorecem o encurtamento do ciclo das lagartas, fazendo com que se proliferem mais em menos tempo, aumentando a população e potencializando os danos, que podem ocorrer durante todo o ciclo, desde a emergência até os estádios finais de desenvolvimento.

Além disso, a diversidade de espécies de lagartas que ocorrem na soja, com suas semelhanças morfológicas, dificultam a correta identificação. Aliado a isso, cada lagarta apresenta características comportamentais distintas, o que torna o manejo ainda mais complexo, demandando ações e estratégias específicas para o controle.

Com esse cenário em vista, é imprescindível conhecer o potencial de danos das principais lagartas da soja e a melhor estratégia de controle.

Potencial de danos das principais lagartas da soja

Complexo de spodopteras, helicoverpa, falsas-medideiras… são várias as espécies de lagartas que podem atacar as áreas de cultivo de soja, e conhecê-las – aparência, hábitos, danos — é primordial para estabelecer um manejo eficaz, uma vez que a identificação é um passo fundamental na escolha da melhor estratégia de manejo.

A começar pelas características morfológicas, algumas espécies podem apresentar muitas semelhanças, tornando a diferenciação na lavoura um desafio. As descrições detalhadas das principais lagartas da soja você encontra no artigo do Mais Agro sobre como identificar essas pragas - não deixe de adicionar à sua lista de leitura!

No que diz respeito ao potencial de danos das lagartas, entre as spodopteras, a S. frugiperda ataca a soja recém-emergida, cortando as plântulas na base e causando tombamento. Também tem o potencial de provocar desfolha, danos em cotilédones e nos ponteiros das plantas, prejudicando seu desenvolvimento, além de consumir flores, vagens e grãos verdes. Já as espécies S. cosmioides e S. eridania costumam apresentar maior incidência na fase reprodutiva, com forte hábito de consumo foliar, mas também causando danos nas vagens e nos grãos, provocando maiores perdas de rendimento nos estádios R3 a R5.

As spodopteras vêm se integrando cada vez mais ao sistema produtivo, com presença nos campos durante todo o ano, sobrevivendo graças à ponte verde formada por outras culturas de interesse econômico, como milho, fumo, HFs, e por daninhas. O fato dessas espécies ainda não serem alvos das principais tecnologias Bt torna seu controle ainda mais complexo e necessário.

Outra espécie que vem preocupando os sojicultores é a Helicoverpa zea, que apresenta dificuldade de controle pela tecnologia Bt e que, com seu alto poder de destruição e reprodução rápida, pode causar perdas em diferentes momentos da cultura, tanto na fase vegetativa, reduzindo o estande, quanto na fase reprodutiva. Costuma provocar danos principalmente no terço médio das plantas, consumindo folhas, flores, vagens e grãos e destruindo pontos de crescimento, o que reduz a habilidade da planta de compensar danos.

Quando falamos sobre falsas-medideiras, duas espécies marcam presença nas lavouras de soja: a Chrysodeixis includens, velha conhecida do sojicultor, cujo maior desafio de controle se deve à sua entrada tardia na lavoura, dificultando o posicionamento de inseticidas no momento correto, e a Rachiplusia nu, cuja população tem crescido rapidamente, safra após safra, e seu hábito mais agressivo e consumo voraz, aliado ao ciclo mais curto, têm sido motivo de grande preocupação. Ambas as espécies apresentam características morfológicas muito semelhantes, não sendo possível distingui-las em campo.

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Lagarta da espécie Rachiplusia nu em folha de soja. 

Além da grande expansão pelas regiões produtoras, a Rachiplusia nu tem atingido não somente lavouras de soja convencional, como também lavouras com cultivares Bt, indicando que a espécie tem dificuldade de ser controlada pela tecnologia, o que pode causar sérios prejuízos à produção do grão, uma vez que cerca de 80% da área cultivada com soja no Brasil é com cultivares que contém essa tecnologia. Inclusive, estudos já apontam uma baixa taxa de mortalidade de lagartas da espécie Rachiplusia nu à algumas proteínas Bt, em comparação com lagartas Chrysodeixis includens.

Toda a complexidade desse cenário, com as diversas espécies de lagartas e seus diferentes comportamentos, pode ser desanimadora. No entanto, a adoção de estratégias corretas de controle, integrando monitoramento e soluções fitossanitárias eficazes, é capaz de mitigar os danos e assegurar a proteção da lavoura contra essas pragas. 

Estratégias para o controle de lagartas da soja

O controle de lagartas na soja é uma tarefa desafiadora, mas existem estratégias eficazes que podem ser implementadas para combater essas pragas e proteger a cultura e seu potencial produtivo, a começar pela adoção do MIP (Manejo Integrado de Pragas).

O monitoramento contínuo e frequente da população de lagartas – inclusive antes da implementação da lavoura, tendo em vista a existência de ponte verde – é uma prática crucial e pode ser feita por meio de armadilhas luminosas, armadilhas com feromônios e por pano de batida.

Aliás, existem estações de monitoramento autônomas, mantidas por energia solar, que contam com armadilha para atrair os insetos, que ficam grudados no piso colante e são registrados por uma câmera de alta definição posicionada acima da armadilha. Assim, é feita a identificação da espécie e são gerados relatórios de incidência das pragas, que podem ser enviados para o celular do responsável.

Contando com um monitoramento constante – que pode ter sido o gargalo nas últimas safras —, é possível conhecer a realidade de cada talhão e tomar decisões mais assertivas de controle. 

Outra prática comumente negligenciada é a adoção do refúgio, o que aumenta consideravelmente a probabilidade de evolução de resistência nas espécies-alvo da tecnologia Bt, e pode explicar a ocorrência da R. nu nas áreas de soja com essa tecnologia. 

Nessa linha, a adoção de áreas de refúgio representa uma ação imprescindível para garantir a manutenção de tecnologias que auxiliam os produtores na obtenção de lavouras produtivas e lucrativas.

Vale lembrar que todas essas práticas devem, ainda, fazerem parte de um programa integrado, que inclua outras ações de maneira harmoniosa, protegendo a cultura e extraindo o máximo de produtividade.

Considerando o cenário das últimas safras e a atual dinâmica de lagartas na cultura da soja, o manejo químico se faz uma medida mais do que necessária, sendo que o produtor precisa estar atento, para uma rápida e assertiva tomada de decisão.

Inseticida eficiente contra todas as lagartas da soja

Pensando sempre em facilitar o trabalho do produtor, a Syngenta desenvolveu um inseticida potente, capaz de combater todas as lagartas da soja. Com a combinação de dois poderosos ingredientes ativos – benzoato de emamectina e lufenuron —, INFLUX® proporciona rápida ação de choque, com amplo espectro de ação e longo residual, além de constituir uma ferramenta antirresistência poderosa.

INFLUX® também conta com a exclusiva tecnologia VISIQ®, que protege a molécula da radiação UV e retarda a fotodegradação, deixando-a disponível por mais tempo na folha, melhorando a absorção e a eficácia do produto. O produto conta também com outra inovação, a formulação Pepite, que proporciona rápida dissolução na água, favorecendo a homogeneização da calda e otimizando o manuseio e a aplicação do produto.

No vídeo abaixo, é possível entender como essa solução potente e inovadora pode ajudar a proteger a lavoura do plantio até a colheita:

Aliando conhecimento, monitoramento e posicionamento estratégico das melhores soluções do mercado, o sojicultor contará com as melhores ferramentas para controlar as lagartas e derrubar mais um obstáculo na busca pelos melhores resultados.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

Acesse o portal Syngenta e confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.

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