A alta infestação de pragas no algodão demanda eficiência no manejo e viabilidade do ponto de vista operacional, para que o produtor não perca produtividade.
O algodão é uma cultura muito versátil, pois a partir de seu cultivo é possível obter diversos produtos, entre eles fibra têxtil, óleo e alimento animal. No Brasil, a região Centro-Oeste é a que detém a maior área produtora do país e, por ser um cultivo muito sensível, é necessário que o produtor se atente às práticas de manejo durante todo o ciclo de desenvolvimento, principalmente no controle de pragas.
Atualmente, o bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) é a praga de maior importância nas lavouras, ocasionando grandes perdas de produtividade se não for controlado com rapidez e no momento certo.
A cultura do algodão sofre com o ataque de diversas pragas. Além do bicudo, geralmente, espécies de ácaros, percevejos, lagartas e tripes causam danos em diversas estruturas das plantas, afetando diretamente a produtividade e impactando negativamente a rentabilidade do produtor.
Quais as dificuldades no controle do bicudo?
Apesar das inúmeras pragas que atacam o algodão, o bicudo destaca-se como uma das mais preocupantes, pois as fêmeas ovipositam no interior dos botões florais e das maçãs, onde larvas e pupas se desenvolvem.
As larvas se alimentam dentro dos botões, resultando em aborto ou queda prematura de flores, e das maçãs, impedindo a sua abertura normal. Após o ataque, as estruturas da planta são destruídas rapidamente.
Além disso, por ser um besouro muito pequeno – cerca de 7 mm – com rostro longo, formando um “bico” – por isso o nome “bicudo”–, tem o hábito de permanecer a maior parte do tempo na parte mediana do dossel das plantas, nas estruturas reprodutivas para alimentação e postura, o que dificulta o controle da praga.
Outra característica é que, por ter um ciclo de vida curto, a fêmea do bicudo pode depositar até 300 ovos, o que torna a infestação da lavoura muito rápida, podendo ocorrer de quatro a seis gerações da praga durante uma única safra. A diapausa também é um mecanismo natural que possibilita que o inseto sobreviva na entressafra, em restos culturais.
Para realizar o controle efetivo do Anthonomus grandis e de outras pragas que atacam o algodão, o MIP (Manejo Integrado de Pragas) estabelece diversas práticas e métodos agrícolas que devem ser adotados.
Dentro desse manejo, monitoramento, destruição de restos culturais, eliminação de plantas tigueras e uso de armadilhas na entressafra são extremamente importantes, juntamente com o controle químico, que deve ser feito o mais rápido possível para evitar prejuízos.
Vale ressaltar que a aplicação aérea de inseticidas é uma das formas mais utilizadas pelos cotonicultores, sendo comprovadamente segura e eficiente, proporcionando economia, uniformidade e maior concentração do produto na lavoura, principalmente no controle de bicudo.
Quais as vantagens da aplicação aérea na cultura do algodão?
A aplicação aérea na agricultura agrega inúmeras vantagens para o produtor, pois o uso correto da aeronave proporciona segurança na aplicação dos defensivos agrícolas, oferecendo eficiência ao manejo e viabilidade do ponto de vista operacional.
Como bicudo é uma praga de difícil controle e necessita que o manejo químico seja feito o mais rápido possível, a aplicação aérea é uma excelente ferramenta para o controle desse inseto e de outras pragas, devido à velocidade na aplicação, contribuindo para o máximo potencial produtivo da cultura.
Confira no infográfico abaixo as vantagens da aplicação aérea por meio de avião agrícola na cultura do algodão:
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Dentre tantas vantagens da aplicação aérea, o produtor ganha economia de tempo e de recursos, já que o avião agrícola deve ser manuseado por empresas especializadas nesse tipo de serviço, além de reduzir custos com manutenção de equipamentos terrestres e possíveis danos que essas máquinas podem provocar às plantas.
Aplicação aérea X bicudo-do-algodoeiro
O bicudo é uma praga que precisa ser controlada de forma rápida para evitar grandes infestações e prejuízos na lavoura. Por isso, a aplicação aérea para o controle desse inseto é extremamente eficaz, visto que a cultura do algodão exige aplicações programadas e emergenciais, sempre com o acompanhamento de um engenheiro agrônomo.
Para ter a máxima eficiência com esse tipo de aplicação, é importante observar:
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o momento ideal para a aplicação do inseticida;
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o modo de ação dos defensivos;
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os ajustes adequados das pontas de pulverização;
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as condições meteorológicas;
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a distribuição e a deposição das gotas na lavoura;
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as características do alvo biológico.
No caso do controle do bicudo, são analisados a etapa em que a cultura do algodão se encontra, o nível de pressão populacional da praga e as recomendações da bula.
Vale ressaltar que o avião utilizado obrigatoriamente deve ser específico para operação agrícola, equipado com toda a tecnologia necessária e devidamente regulamentado para determinado fim. Além disso, por meio de um GPS de alta precisão, o piloto controla toda a área a ser pulverizada e monitora também a vazão da calda.
Dessa forma, a aplicação aérea acontece de forma rápida e segura, proporcionando o controle eficiente do bicudo-do-algodoeiro e de outras pragas na cultura do algodão.
Confira no vídeo abaixo por que a aplicação aérea é necessária para a agricultura brasileira:
Nota: Informamos que o engenheiro Marcelo Habe não faz mais parte do quadro de colaboradores da Syngenta.
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Polytrin®: poder aéreo quando o alvo é o bicudo
Sabendo da importância da aplicação aérea para o controle do bicudo-do-algodoeiro, a Syngenta desenvolveu uma nova formulação de Polytrin®, que permite a aplicação por meio de aviões agrícolas na cultura do algodão.
Levando a ganhos operacionais, Polytrin® conta com a combinação de diferentes modos de ação, um organofosforado e um piretroide. Sua formulação é totalmente compatível com as principais práticas do mercado, como no sistema de Baixo Volume Oleoso (BVO).
A mistura de dois princípios ativos de sítios de ação distintos oferece o melhor controle multipragas devido à ação amplo espectro, sendo uma excelente ferramenta para o manejo de resistência, principalmente de pragas como:
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ácaro-rajado (Tetranychus urticae);
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ácaro-branco (Polyphagotarsonemus latus);
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lagarta-das-maçãs (Heliothis virescens);
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lagarta-rosada (Pectinophora gossypiella);
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percevejo-rajado (Horcias nobilellus);
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curuquerê (Alabama argillacea);
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tripes (Frankliniella schultzei).
O alto poder de choque de Polytrin atua nas pragas por meio de contato e ingestão, provocando a paralisação rápida dessas espécies. No caso do bicudo, o produto ainda causa um efeito desalojante, fazendo com que ele saia do interior da bráctea e favoreça a contaminação tarsal.
O posicionamento indicado para aplicação de Polytrin é assim que a praga for identificada na lavoura, com possibilidades de novas aplicações caso haja reincidência de infestações.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.
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