Com o início das chuvas, é necessário ficar alerta com a alta incidência da praga, já que o ambiente úmido favorece a infestação da cigarrinha na lavoura
Com o início da primavera, o período de chuvas chega para as lavouras, favorecendo o desenvolvimento das culturas, inclusive da cana-de-açúcar. Mesmo com a previsão do fenômeno La Niña até o fim do ano atrasando a chegada dessas chuvas, os Estados produtores brasileiros não devem ter grandes problemas com a instabilidade climática.
Isso porque, para setembro, a previsão é de chuvas irregulares em alguns pontos da região Sudeste e aumento da temperatura, causando poucos impactos na lavoura. No entanto, a alta incidência pluviométrica pode causar um outro problema aos canaviais: a infestação da cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata).
Um dos grandes fatores para que a incidência da praga aumente nos canaviais com o início das chuvas, é que, com a mudança no sistema de colheita da cana, que passou de manual para mecanizada, sem necessidade de queimadas e oferecendo uma densa cobertura de palha no solo, cria-se um microclima favorável ao desenvolvimento da praga com a alta umidade.
Por isso, monitorar o aumento da população da cigarrinha-das-raízes e realizar o controle no momento certo são algumas das boas práticas para evitar grandes prejuízos à produtividade.
Por que se preocupar com a cigarrinha-das-raízes?
Dentre as inúmeras pragas que atacam a cana-de-açúcar, com certeza a cigarrinha-das-raízes é uma das mais preocupantes para os canavicultores, já que a espécie está presente em todas as regiões produtoras do país e pode comprometer a produtividade em até 80%.
O mais preocupante sobre o ciclo da cigarrinha-das-raízes é que ela pode atingir altas infestações em pouco tempo, sendo que duas ou três gerações podem atacar uma mesma safra.
O ciclo de vida da praga dura entre 60 e 80 dias e as fêmeas podem ovipositar até 340 ovos nas bainhas secas ou sobre o solo, próximo ao colmo da planta. Outras características importantes sobre a cigarrinha são:
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É um inseto pequeno, o macho tem cerca de 12 mm;
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O macho apresenta coloração avermelhada enquanto a fêmea costuma ser marrom.
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Vivem em colônias.
No episódio 1 da websérie “Primeiro e único desde sempre”, o engenheiro agrônomo Welder Fuzita pontua mais detalhes sobre a cigarrinha-das-raízes nos canaviais. Confira!
Principais danos da cigarrinha-das-raízes à produtividade
Ao sugar a seiva de folhas e colmos, a cigarrinha-das-raízes injeta toxinas que favorecem o aparecimento de manchas amarelas que evoluem para manchas vermelhas e opacas, reduzindo a capacidade fotossintética da planta e, consequentemente, o teor de açúcar da cana.
Outros danos causados pela cigarrinha-das-raízes são:
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necrose dos tecidos radiculares;
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desidratação dos vasos condutores (floema e xilema);
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colmos ocos, com rugas e rachaduras externas;
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redução da espessura ou afinamento.
O ciclo da praga começa justamente com o início do período chuvoso e a infestação é identificada pelo aparecimento de uma espuma esbranquiçada que se assemelha com espuma de sabão, localizada na base da touceira.
Dois pontos de atenção devem ser levados em conta ao realizar o controle da praga nesse período: a cigarrinha se desenvolve em período úmido e a falta desse prejudica a formação da espuma, levando as ninfas à morte e a diapausa dos ovos, ou seja, a primeira geração de ninfas é considerada pequena em relação aos danos que o inseto pode causar até a fase adulta.
Portanto, o manejo deve ser realizado neste período de tempo, com as primeiras aplicações de inseticidas junto ao controle cultural e biológico, evitando que altas infestações possam prejudicar o desenvolvimento saudável da cana-de-açúcar.
Estar atento ao início das chuvas é fundamental para agir de maneira rápida, a fim de quebrar o ciclo da praga e evitar um grande aumento populacional do inseto.
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Conte com a tradição nas primeiras aplicações
Vimos que a aplicação no momento correto evita impactos diretos na produtividade, uma vez que os danos causados pela cigarrinha são irreversíveis para a lavoura.
Pensando em auxiliar o produtor com esse problema, a Syngenta desenvolveu Actara®, inseticida foliar que entrega tradição e alta eficiência no controle de cigarrinhas desde as primeiras aplicações.
Por ser um inseticida sistêmico, Actara® demonstra resultados satisfatórios na lavoura, além de apresentar longo residual, característica fundamental para o controle efetivo da praga no canavial.
Para aplicar o inseticida no momento correto, o ideal é iniciar o monitoramento da praga 15 dias após a primeira chuva, para ter a correta identificação dos níveis populacionais e iniciar o controle logo na primeira geração.
Além disso, Actara® apresenta outros benefícios, tais como:
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Consistência de controle: alta eficácia e longo residual, indispensável quando o assunto é controle de cigarrinhas;
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Rentabilidade: incremento na produtividade e no vigor das plantas, o que contribui para o ganho de lucros expressivos;
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Flexibilidade: único inseticida da cana permitido em todas as aplicações.
Outra vantagem do inseticida da Syngenta é que a solução apresenta efeito bioativador, ou seja, proporciona efeitos fisiológicos benéficos às plantas, permitindo que elas alcancem seu máximo potencial produtivo mesmo em circunstâncias de adversidades climáticas.
Vale ressaltar que o uso de Actara® aliado a outras ações de manejo, como tratos culturais, eliminação de restos de culturas e melhoramento genético, vai oferecer ainda mais condições para o aumento da produtividade do canavial, alcançando assim alta rentabilidade.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.
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