Skip to main content
Submitted by otavio@macfor.com.br on
Direto do campo home tag
Imagem 2 - 522x384
Sphenophorus levis
Imagem 3 - 842x384
Sphenophorus levis
Subtítulo
Uma das pragas de maior importância da cana-de-açúcar pode ameaçar seriamente a produtividade da cultura. Veja como medidas de manejo integrado para a praga são ferramentas essenciais para auxiliar os canavicultores com esse problema
Cultura
Produto
Segmento do produto
Banner específico
NIDs relacionados
1870,1807,702
Prioridade
Descrição resumida

Uma das pragas de maior importância da cana-de-açúcar pode ameaçar seriamente a produtividade da cultura. Veja como medidas de manejo integrado para a praga são ferramentas essenciais para auxiliar os canavicultores com esse problema.

Descrição completa

A mudança no processo de colheita da cana-de-açúcar, que passou de manual queimada para mecanizada sem queima de palha, favoreceu o aumento populacional de pragas, como o Sphenophorus levis, praga de maior preocupação do setor sucroenergético.

Além disso, a cana é uma cultura que se adapta bem ao clima tropical e a diferentes solos e ambientes de produção e geralmente apresenta áreas produtoras extensas, o que dificulta o processo de manejo.

De acordo com o levantamento realizado pela BIP (Business Intelligence Panel), da Spark Consultoria Estratégica, o controle do Sphenophorus levis ultrapassou 2 milhões de hectares de infestação no Centro-Sul do país.

Na safra 2021/22, os danos causados por essa praga nos canaviais foram muito evidentes, uma vez que o Sphenophorus levis prejudica a brotação do canavial, com sintomas intensificados pelo clima seco e com possíveis geadas.

Segundo estimativas divulgadas pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em abril de 2022, a produção de cana-de-açúcar para a safra 2022/23 deverá totalizar 596,1 milhões de toneladas, um aumento de 1,9% na produção de colmos em relação à safra 2020/21.

Com isso, canavicultores que buscam alta produtividade devem ficar atentos às condições climáticas e incidência de Sphenophorus levis na lavoura, para obter o máximo potencial produtivo.

Sphenophorus levis: o vilão da cana-de-açúcar

Image removed.

Também conhecido como bicudo da cana, o Sphenophorus levis é hoje considerado a praga que mais danos causa aos canaviais, começando os ataques na fase larval até atingir a fase adulta.

Estima-se que a cada 1% de toco atacado, a capacidade de produção de cana-de-açúcar pode ser reduzida em 1,6 tonelada por hectare, um número extremamente preocupante para os resultados da lavoura.

Apontada como uma praga primária, o primeiro registro do ataque dessa espécie foi no ano de 1977, no estado de São Paulo e, a partir daí, práticas de manejo foram implementadas a fim de conter os prejuízos causados pelo Sphenophorus levis.

Entre as principais características do bicudo da cana, podemos destacar:

  • Tem um ciclo de vida médio de aproximadamente 70 dias;

  • Cada fêmea pode botar cerca de 70 ovos;

  • Entre 1 a 2 semanas após a postura, nascem as larvas;

  • Entre 10 e 15 dias após a fase larval, a praga torna-se adulta.

As larvas de Sphenophorus levis se alojam na base dos colmos da cana, abrindo furos rente ao solo, por onde se alimentam das raízes até chegarem à fase de pupas. Na sequência, vão abrindo grandes galerias, deixando pelo caminho uma fina serragem que serve como ninho.

Esse ataque aos colmos pode causar a morte da planta. Quando não compromete toda a planta, estas apresentam um crescimento abaixo do esperado, interferindo na produtividade e longevidade do canavial.

Isso resulta em maior custo de produção e menor produtividade, pois o canavicultor pode ter a necessidade de reformar todo o seu canavial antes do tempo previsto.

Danos diretos e indiretos do bicudo da cana

Vale ressaltar que o Sphenophorus levis pode atacar a cana-de-açúcar durante todo ano. O ataque do inseto-praga deixa espaços na lavoura devido às falhas do perfilhamento, causando danos indiretos como o aumento na incidência de plantas daninhas, que causam a matocompetição.

Na fase larval, os principais danos diretos atingem as raízes e os toletes, o que afeta diretamente a brotação e o desenvolvimento da lavoura. Outro dado importante na identificação da praga no campo é que o besouro mede aproximadamente 15 mm de comprimento, possuindo listras longitudinais sobre os élitros. Por conta do longo período de vida desta fase do inseto, é necessário o monitoramento constante, para avaliar o crescimento populacional da praga.

Leia também

Boas práticas de manejo contra o Sphenophorus levis

O bicudo da cana é considerado uma praga de difícil controle, pois, além da alta infestação, pode permanecer no canavial mesmo com o corte da soqueira, gerando grandes prejuízos.

A praga pode chegar a lugares não infestados por meio de mudas infestadas ou transporte, sendo necessário mais de uma medida de controle para manter os níveis populacionais baixos.

Entre as boas práticas que contemplam o MIP (Manejo Integrado de Pragas) estão:

  • Monitoramento constante, a fim de identificar a praga no campo e acompanhar a sua evolução;

  • Rotação de culturas, melhorando as condições de solo e evitando que a praga permaneça no canavial;

  • Destruição de soqueiras e manutenção da área destruída, deixando a área livre de vegetação hospedeira;

  • Controle químico por meio de inseticidas eficientes no manejo da praga.

Uma das possibilidades para a utilização de inseticidas é a associação do produto com a vinhaça localizada, potencializando o controle de pragas e possibilitando redução nos custos operacionais. José Carlos Rufato, do Departamento Técnico de Mercado da Syngenta, especializado em novas tecnologias para cana-de-açúcar afirma que uma das alternativas encontradas para a utilização da vinhaça é a aplicação diretamente na linha de plantio, assim o resíduo é aplicado diretamente sobre as plantas, otimizando o efeito nutricional da vinhaça e, ao mesmo tempo, controlando a praga.

“Esse procedimento é uma evolução no manejo do bicudo e é feito com uso de equipamentos puxados por tratores ou equipamentos autônomos, que fazem a aplicação diretamente nas plantas, permitindo um melhor controle da dose utilizada, otimizando a vazão e oferecendo maior homogeneidade”, conclui.

A evolução no controle de Sphenophorus levis

Sempre em busca de inovações para o agronegócio, a Syngenta desenvolveu um inseticida eficaz no controle de Sphenophorus levis na cana-de-açúcar: Engeo Pleno® S.

Engeo Pleno® S possui ação superior e promove alto índice de mortalidade ao bicudo da cana, sendo a ferramenta mais recomendada para o controle da praga no campo.

Além disso, conta com a exclusiva Tecnologia Zeon que preserva o ingrediente ativo, controlando a sua liberação, já que o inseticida fica aderido às plantas por mais tempo, proporcionando um efeito de choque e longo residual.

A alta performance da solução se deve à fórmula, que apresenta a combinação de tiametoxam e lambda-ciatrolina, que controla não só o bicudo da cana, como outras pragas da cultura, incluindo cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata), pão-de-galinha (Euetheola humilis) e cupins.

Outro diferencial de Engeo Pleno® S é a flexibilidade de aplicação. O produto pode ser utilizado tanto no corte da soqueira 100% injetado como na aplicação no cortador 70/30, e também no jato dirigido.

Aplicação junto à vinhaça

As vantagens de Engeo Pleno® S aplicado junto à vinhaça é uma grande evolução no manejo de Sphenophorus levis. De acordo com um estudo coordenado pela Syngenta em parceria com a Global Cana e a FCA (Faculdade de Ciências Agronômicas - Unesp, campus de Botucatu), observou-se os seguintes benefícios à lavoura:

  • redução do custo operacional;

  • diminuição da emissão de gases poluentes;

  • melhor distribuição do inseticida na base da planta, mesmo em áreas com presença de palha;

  • proteção uniforme do rizoma;

  • menor dano na soqueira.

No entanto, nem todos os inseticidas disponíveis no mercado apresentam bom comportamento nessa modalidade. Afinal, o produto deve possuir uma formulação com características físico-químicas adequadas para a associação com a vinhaça localizada.

“A única e melhor tecnologia validada para esta modalidade de aplicação, é o inseticida Engeo Pleno® S, que oferece uma formulação moderna e com alta eficiência no controle de Sphenophorus, também na aplicação junto à vinhaça”, ressalta Rufato.

Aplicação junto ao cortador de soqueira

Além da associação e benefícios da utilização de Engeo Pleno® S junto à vinhaça localizada, o manejo de Sphenophorus levis pode ser realizado através do cortador de soqueira, que é uma das principais práticas do mercado com resultados positivos no controle do alvo. Engeo Pleno® S é o principal inseticida utilizado nesta modalidade, promovendo alta eficiência contra a praga, além de proporcionar efeitos de vigor nas plantas.

Para melhor eficiência desta operação é preciso seguir critérios técnicos para que o alvo seja atingido como, por exemplo, velocidade da operação, profundidade do corte, seguir o paralelismo e aplicar o Engeo Pleno® S na modalidade 70/30.

Confira na websérie abaixo, as melhores práticas na estratégia de manejo de Sphenophorus levis através do corte de soqueira.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

Acesse o portal da Syngenta e acompanhe os conteúdos do Mais Agro para saber tudo o que está acontecendo no campo!

 

Add new comment

Plain text

  • No HTML tags allowed.
  • Web page addresses and email addresses turn into links automatically.
  • Lines and paragraphs break automatically.
Editoria Mais Agro
Average: 5 (1 vote)