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Soja: como a mosca-branca prejudica a lavoura

A praga tem alto poder de infestação e pode trazer sérios riscos à produtividade. A grande pressão populacional da última safra é um alerta para realizar o manejo da mosca-branca na soja

Publicado 16-08-2021 20:39:44

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Mosca-branca

As pragas são motivos de grande preocupação para os produtores pois, dependendo do nível populacional que atingem, podem comprometer a produtividade da lavoura. Entre as ameaças que necessitam da atenção do produtor, está a mosca-branca (Bemisia tabaci), inseto frequente em várias culturas e que atingiu níveis preocupantes na safra 20/21 de soja.

Planejar o manejo de pragas é um passo importante para o desenvolvimento pleno da cultura. Em entrevista ao podcast Espaço Syngenta Brasil, a engenheira agrônoma Andressa Lemos, gerente de marketing para portfólios de inseticidas da Syngenta, falou sobre o atual momento da soja:

“O alerta é não perder produtividade para praga ou doença nenhuma, porque é o momento que o produtor precisa potencializar a sua rentabilidade, dado o cenário positivo que nós temos em relação ao preço da soja.”

Mosca-branca: por que ela é uma praga tão preocupante?

Nos últimos anos, a mosca-branca tem afetado as lavouras de soja, causando prejuízos que podem atingir de 20% a 100% (dependendo do seu nível populacional), além de comprometer a qualidade dos grãos.

A espécie se disseminou pelo mundo através da comercialização e transporte de plantas ornamentais, adaptando-se muito bem a regiões com clima tropical, como o Brasil. Por ser uma praga polífaga, ou seja, que se alimenta de diversas culturas e plantas daninhas, ela tem alta capacidade reprodutiva.

A mosca-branca é um inseto pequeno que apresenta resistência a alguns tipos de inseticida, o que torna o manejo de controle ainda mais desafiador.

Veja como é o desenvolvimento dessa praga na lavoura:

  • Pode depositar de 100 a 300 ovos durante o seu ciclo de vida;

  • Ao eclodirem, as ninfas começam a succionar a seiva para se alimentar dos nutrientes da planta;

  • Na soja, o desenvolvimento de ninfas acontece na região basal dos folíolos, no terço médio das plantas.

Os danos diretos desse inseto-sugador são causados pela sucção de seiva e injeção de toxinas, provocando alterações no desenvolvimento das plantas – a exemplo de anomalias como o amadurecimento irregular –, sendo que altas densidades populacionais do inseto podem determinar a morte da planta.

 

Mosca branca

Os danos indiretos ocorrem quando o inseto, ao se alimentar continuamente, excreta uma substância que favorece a formação de fumagina, causada pelo fungo Capnodium sp. sobre as folhas. A fumagina apresenta coloração preta, o que dificulta a captação dos raios solares pelas folhas, reduzindo a taxa fotossintética.

Novos biótipos de mosca-branca

A engenheira agrônoma e entomologista Giorla Moraes explicou ao podcast Espaço Syngenta Brasil que um outro grande problema da praga são os seus mais de 40 biótipos, que se comportam com mais ou menos agressividade à cultura. No Brasil, o biótipo B é o mais comum, mas a identificação do biótipo Q preocupa os produtores de soja, pois ainda não há um manejo específico para o seu controle.

“Ele [o biótipo Q] é relativamente novo, e os produtos que controlavam bem o biótipo B não funcionam com alta eficácia nesse tipo de mosca-branca. Ele está presente em quase todas as regiões produtivas do Brasil e, por isso, é extremamente importante monitorá-lo na lavoura para definir as estratégias de controle e as soluções contra essa praga”, afirmou Giorla.

Quais os passos para identificar a mosca-branca na lavoura?

Adotar estratégias eficazes para um manejo adequado é a melhor forma de prevenir o dano econômico à cultura.

Em entrevista ao podcast Espaço Syngenta Brasil, o engenheiro agrônomo Carlos Piotto, gerente de desenvolvimento de mercado da Syngenta, falou sobre três passos para evitar o ataque da mosca-branca no campo:

  1. Monitoramento: realizar o monitoramento constante é essencial para acompanhar a evolução da praga no campo, para que sejam definidas a necessidade de controle e as estratégias a serem adotadas;

  2. Definição de estratégias: analisar e definir as melhores ferramentas para efetivamente manejar a praga, conhecendo e aplicando estratégias dentro do MIP (Manejo Integrado de Pragas);

  3. Aplicação da estratégia: garantir que a estratégia adotada acerte o alvo, fazendo com que a utilização das ferramentas selecionadas, como o controle químico, chegue realmente aos lugares certos. Nesse sentido, a utilização de bons produtos, aliada a uma eficiente tecnologia de aplicação, contribui para um controle mais certeiro da mosca-branca.

É importante que essa praga seja controlada dentro de um sistema produtivo, e não dentro de uma única cultura, já que ela é uma hospedeira em diversos cultivos. Além disso, vários grupos químicos são eficientes no controle dessa praga – mas, para o melhor controle, é necessário avaliar o nível de infestação a fim de identificar o momento ideal para a aplicação do inseticida.

Controle único, com alta performance em diversas pragas

Atenta às necessidades do produtor dentro do campo, a Syngenta desenvolveu Minecto® Pro, um inseticida foliar de alta performance que possibilita um novo patamar de controle da mosca-branca na lavoura de soja.

Com registro para várias culturas, Minecto® Pro é altamente eficaz devido à formulação potente que combina dois diferentes mecanismos de ação, Ciantraniliprole e Abamectina, que proporcionam controle superior de diversas pragas, inclusive a mosca-branca.

O Ciantraniliprole atua como um modulador do receptor de rianodina, que se liga ao receptor do inseto, fazendo com que o canal se abra e provoque a paralisia muscular. A Abamectina age na ativação dos canais de cloro GABA e H-glutamato nas células, bloqueando os sinais nervosos da praga, que fica paralisada.

Assista ao vídeo e veja como funcionam os mecanismos de ação de Minecto® Pro na lavoura:

Minecto® Pro é uma solução de amplo espectro e controle único – e ainda conta com os seguintes diferenciais:

  • Rápida ação: controle eficaz da mosca-branca, graças à rápida penetração na planta;

  • Efeito residual mais longo: a rápida absorção dos ativos pela folha evita a perda por fotodegradação;

  • Consistência: alta performance em diferentes situações de pressão da praga e de oscilações do clima.

Segundo Giorla Moraes, isso se traduz “em uma alta potência inseticida que traz excelentes resultados na praga e, consequentemente, menores índices de fumagina. Isso vai resultar em proteção no momento certo em um produto que controla com excelência”.

Na hora de controlar as pragas da lavoura, conte com o portfólio completo de produtos Syngenta e obtenha os melhores resultados em produtividade na sua lavoura.

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