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Manchas foliares: como controlar essas doenças na cana-de-açúcar?

Canaviais afetados pelas manchas foliares sofrem uma queda de produtividade que pode prejudicar bastante o agricultor. A adoção de medidas de manejo, como a aplicação de fungicidas, é capaz de reduzir esse problema

Publicado 17-12-2021 12:37:41

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Cana

A cana-de-açúcar é extremamente importante para o Brasil. Para se ter ideia, essa cultura serve como matéria-prima para a produção de etanol e de açúcar – dois produtos de destaque tanto no consumo interno quanto na exportação. Além disso, trata-se de uma cultura que gera fertilizantes, biomassa, energia e pode até ser usada para a alimentação de ruminantes.

A cana também é uma importante fonte de renda que gera muitos empregos, mas pode ter seu retorno prejudicado por quedas na produtividade, por exemplo. Para a safra de 2021/22, está prevista uma redução de 9,5% no volume de produção em comparação a do ano anterior, de acordo com os dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Diante desse cenário, é essencial que o produtor adote medidas capazes de proteger a sanidade da cultura para diminuir a margem de perdas e obter uma safra rentável. Entre os agentes que devem ser manejados, podemos citar as doenças que acometem a cultura da cana-de-açúcar, como as manchas foliares.

Doenças que podem reduzir de maneira significativa a produtividade da cana

Se comparada a outras doenças que atingem a lavoura de cana, as manchas foliares eram vistas como secundárias. No entanto, atualmente, essa doença deve ter atenção do produtor e ser controlada, a fim de possibilitar a sanidade da cultura.

Outro ponto que contribui para a necessidade de uma maior atenção às manchas-foliares é a mudança do método de colheita. Anteriormente o processo era feito de forma manual após a queimada, mas passou a ser totalmente mecanizado.

Com a permanência da palhada no solo, o ambiente retém maior umidade com redução na incidência de luz e temperatura, tornando-se propício para a sobrevivência e multiplicação dos patógenos responsáveis pelas manchas foliares.

Entender um pouco mais sobre cada doença e o que elas causam na cultura, ajuda o produtor a tomar decisões importantes para realizar o manejo de forma preventiva, contribuindo com a produtividade do canavial.

Mancha anelar (Leptosphaeria sacchari)

A mancha anelar é considerada uma doença comum nos canaviais, apresentando sintomas principalmente nas folhas, mas também pode atacar o caule e a bainha da cultura.

Os sintomas característicos são manchas de formato fusiforme que surgem em tons amarronzados nos primeiros estágios, mas que crescem e assumem cor de palha conforme o desenvolvimento da doença. O centro dessas manchas apresenta pequenos pontos pardos, que correspondem aos corpos de frutificação do fungo L. sacchari.

Essa é uma doença que não costumava receber muita atenção dos agricultores, por ser observada apenas em folhas velhas e senescentes da cana. No entanto, monitoramentos conduzidos por pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente indicaram a ocorrência da mancha anelar também em folhas novas, apresentando, em alguns casos, quadros de alta severidade.

Mancha parda (Cercospora longipes)

A mancha parda pode ser encontrada em todas as regiões canavieiras do Brasil, com intensidade variável.

Os sintomas dessa doença são o surgimento de manchas de cor marrom-avermelhada nas partes superior e inferior das folhas e podem apresentar halos cloróticos em seu contorno.

Uma das medidas recomendadas para o manejo da doença, além da aplicação preventiva de fungicidas, é a utilização de variedades resistentes.

Ferrugem (Puccinia melanocephala)

A ferrugem é uma doença que pode provocar perdas de até 50% da cultura em variedades mais suscetíveis à doença.

Os primeiros sintomas são o surgimento de pequenas pontuações cloróticas nas folhas, que evoluem para manchas alongadas de cor amarelada, capazes de serem observadas tanto na parte superior como inferior das folhas.

Essas manchas aumentam rapidamente (podendo alcançar dez centímetros de comprimento e três centímetros de largura), e progridem para a cor avermelhada, vermelho-parda e, finalmente, preta – quando a folha está nos estágios finais de morte.

Também ocorrem pústulas no centro das manchas e na parte inferior das folhas. Essas pústulas reduzem a área fotossintética, retardando o crescimento da planta, provocando colmos finos e o encurtamento dos entrenós. Nas variedades mais suscetíveis, essas pústulas agrupam-se, formando placas de tecido necrosado.

Ferrugem alaranjada (Puccinia kuehnii)

O fungo P. kuehnii tem o vento como principal agente de disseminação, o que aumenta a sua capacidade de dispersão a longas distâncias e o seu poder de contaminação.

Entre os sintomas da ferrugem alaranjada, podemos citar pequenas pontuações amareladas e alongadas, que evoluem para pústulas salientes que tendem a se agrupar nos pontos de inserção da folha ao colmo, embora possam estar distribuídas por toda a folha.

As condições ideais de infecção são a alta umidade relativa do ar e temperaturas amenas e quentes.

Podridão abacaxi (Ceratocystis paradoxa)

O fungo responsável pela podridão abacaxi é capaz de provocar extensas perdas em área produtora da cana-de-açúcar, por atrapalhar a germinação da cultura.

Esse patógeno penetra nas plantas através de aberturas e ferimentos, podendo infectar a cultura através do corte nos toletes de plantio, por exemplo.

Os sintomas da podridão abacaxi são a alteração da coloração do tolete, que fica vermelho nos tecidos internos. Os toletes contaminados não germinam ou germinam lentamente e, como consequência, as plantas ficam fracas, podendo provocar uma redução na produtividade da cultura.

Uma das características mais marcantes dessa doença é a fermentação dos toletes afetados, que passam a exalar um odor de abacaxi.

O uso de fungicidas auxilia o manejo das manchas foliares

Para ajudar o produtor no manejo das doenças da cana, a Syngenta oferece Priori Xtra®, um fungicida sistêmico que age no controle de doenças da parte aérea da cultura e pode ser aplicado tanto no sulco de plantio, para o controle de doenças do solo, quanto nas folhas da cana-de-açúcar.

Graças à sua formulação, Priori Xtra® é uma excelente solução para o controle de manchas foliares e que também contribui para ganhos em produtividade, proporcionando vigor e efeitos fisiológicos benéficos às plantas.

Priori Xtra® possui ingredientes ativos dos grupos químicos estrobilurina e triazol, eficientes no controle de doenças que acometem a cana.

Versátil, a solução pode ser aplicada em todos os segmentos, no sulco de plantio e em pulverização foliar, tanto em cana-planta quanto em cana-soca. Acompanhe abaixo os resultados:

Infográfico

Conheça os benefícios que Priori Xtra® proporciona:

  • Flexibilidade: pode ser aplicado como fungicida de solo e foliar;

  • Controle: proporciona efeito curativo e preventivo;

  • Sanidade: folhas mais ativas, cana mais produtiva;

  • Eficiência: sistemicidade e rapidez na translocação.

Além das manchas foliares, outras doenças são capazes de afetar a cana-de-açúcar e impedir que a lavoura expresse seu máximo potencial produtivo. Aproveite para conferir o portfólio completo da Syngenta e conhecer outras soluções que proporcionem uma proteção ainda mais completa à cultura.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.

Acesse o portal da Syngenta e acompanhe os artigos de Mais Agro para saber tudo o que está acontecendo no campo!

 

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